E. Amâncio J. da Fonseca/ MG – Módulo III -Tríade 8







ENTREVISTANDO QUEM FEZ E FAZ A HISTÓRIA
Vitalina Maria Gonçalves (73 anos)
1.Conte como foi o início da comunidade?
R:O início foi com donos de gado.Eles chegavam aqui a procura de seus gados fujão,achavam um lugar bom com muita água e clarões.
2.cite um evento marcante?
R:Termos de festas eu não me lembro bem,só mesmo da festa do algodão.Já um evento importante que lembro bem foi quando o povo de claro dos poções tornou-se município.esse acontecimento foi o início do registro da nossa terra.
3.como era o modo de viver antigamente?
R:era simples,a maioria das pessoas moravam na roça.lá plantavam,faziam suas festanças,criavam os filhos.viam ao povoado somente para fazer a feira.
4.A senhora sente que a cidade mudou muito?
R:Mudou bastante,agora tem muitas coisas que antes não tinha.
A igreja mudou,a praça,as casas,os comércios,as pessoas mudaram,muitas coisa que tinha antes hoje tem mais como é o caso de animais,plantas,festas,etc.
EQUIPE:
Nayara Souto
Adriane Azevedo
Paula Carolina
Marcos Vinícius
Karen Jayne
Sammyla Ludmila
Claro dos Poções-outubro 2009
MAPA MENTAL



Para
raram Para trabalhar esse módulos os alunos do 9º ano fizeram poesias de acordo com o tema.






Prefeitos de Claro dos Poções
1900-Começa sua história no município de Coração de Jesus, nas imediações das fazendas Santo Antônio, fazenda Cachoeira, fazenda São José (Mocambo). um local com muitas clareiras (sem vegetação) onde o gado se refugiava, também por causa dos muitos poços d’água ali existentes. Da combinação dessas características surge o nome Claro dos Poções.
1920-O povoamento se inicia com a construção de cabanas, após a construção de uma pequena capela e um cemitério em terras doadas pelos fazendeiros Amâncio Juvêncio da Fonseca, Mates Pereira da Fonseca (Mates dos Poções), Joaquina Mariana da Fonseca, Bento Emídeo da Fonseca e outros. As terras doadas pelos fazendeiros passaram a ser patrimônio da igreja católica. A primeira casa localizava-se na rua Conegundes de Freitas, de propriedade do senhor Mateus dos Poções.
Até 1957- o povoado ficou no esquecimento, mas pessoas como Antônio Costa Alkmim, Lisbino Marcelino de Oliveira e o deputado Arthur Fagundes contribuíram para a emancipação política.
1962 o povoado elevou-se à categoria de município, desmembrando-se de Jequitaí, nos termos da lei de emancipação 2764, de 30 de dezembro de 1962, constando das seguintes localidades: Claro dos Poções (sede), Vista Alegre (distrito) e os povoados de Pouso Alto e Boa Sorte.
O governador Magalhães Pinto nomeou para intendente o senhor Antônio Costa Alkmim para tomar as providências necessárias para a organização de município que se formava.
1963-A instalação do município aconteceu em sessão solene no primeiro dia do mês de março .Em junho do mesmo ano foi realizada a primeira eleição para prefeito, sendo eleito o senhor Lisbino Marceino de Oliveira juntamente com seu vice-prefeito, o senhor Altair de Jesus Santos.
1964-aconteceu a posse do 1º prefeito em janeiro.
O comércio era feito em lombos de cavalos (Pirapora-Diamantina). João Duarte levava carne, sabão e material de consumo. Em troca, recebia pedras preciosas, sal, etc. O primeiro comércio localizava-se na rua Mandacaru.
DADOS GEARAIS DE CLARO DOS POÇÕES
Indicadores Demográficos e Sociais (PDF)
Localização: Norte de Minas
Latitude: 17º4´46″S
Longitude: 44º12´30″W
Municípios Limítrofes: São João da Lagoa, Jequitaí, Franciso Dumont e Montes Claros
Área: 705.965 km²
População: 8.120 habitantes, segundo o Censo de 2007
Densidade: 11,6 hab./km²
Aniversário: 03 de março
Fundação: 31 de dezembro de 1962
Gentílico: Claro-pocense
Prefeito: Maria das Dores Oliveira Duarte (PMDB)
Altitude máxima: 1012 metros, na nascente Córrego Lajinha
Altitude mínima: 575 metreos, no encontro dos rios São Lamberto com Rio Jequitaí
Ponto central da cidade: 650 m
Temperatura média anual: 22,4 ºC
Temperatura média máxima anual: 29,3 ºC
Temperatura média mínima anual: 16,7 ºC
Índice médio pluviométrico anual: 1082,3 mm
Bacia: Bacia do Rio São Francisco
Principais rios: Rio São Lamberto e Ribeirão Traíras
Relevo: 40% plano, 45% ondulado, 15% montanhoso
População por ano, em número de habitantes:
1970: 8.751
1980: 7.976
1991: 8.238
2000: 8.160
2004: 8.170
2007: 8.120
Distância aos principais centros (Km):
Belo Horizonte: 462
Rio de Janeiro: 895
São Paulo: 1.040
Brasília: 690
Vitória: 1.000
Principais rodovias que servem de acesso a Belo Horizonte: BR-365, BR-135, BR-040
Principais rodovias que servem ao município: BR-365
Eu sou um moço falado,
O mundo todo eu conheço,
De tudo neste universo
Eu vi surgir do começo,
Coisa boa e coisa ruim
Sei de fora e pelo avesso.
Dando início à jornada
De riso, choro e canções,
Celebrando essa vida
Com o fervor das orações,
Licença peço pra entrar
Em vossos bons corações.
Aqui vai uma história,
De todas é a mais bela,
Contada com muita glória
Desde os tempos da capela,
Digna de ser representada
Em teatro e em tela.
É a história da minha escola
E da minha pequena cidade,
Que trago em versos rimados
E muitíssima sinceridade,
Com orgulho desgramado
E ímpar felicidade.
Entre as matas retorcidas
Atrás do gado fujão,
Tão famosos viajantes,
Boiadeiros desse meu sertão,
Conheceram grandes poções
Em meio a um imenso clarão.
Logo surgiu um povoado
De gente boa e sonhadora,
Que cultivando essa terra
Ganhou fama de trabalhadora,
Festejando desde cedo
A felicidade vindoura.
E dos poções do São Lamberto
E de muitos os clarões
Nasceu o distinto nome:
Claro dos Poções.
Em meados dos anos sessenta,
O lugarejo vira instituição,
Tendo um fazendeiro
A iniciativa da emancipação,
Com esforço se tornou prefeito
Lisbino Marcelino, o 1º eleito.
Este foi o inicio de minha cidade,
O da escola vou logo contar:
Foi na década de setenta
Que o povo deu de arranjar
Um colégio bem jeitoso
Pra criançada estudar.
Ensino fundamental e médio
Mais professores excelentes
Fez a fama da escola
Maior que de viola e repente.
Primeiro levou nome da cidade
Mais tarde, de parente.
Amâncio Juvêncio da Fonseca
Foi o nome escolhido,
Nome de um bom cidadão
Na cidade nascido,
Essa é a grande homenagem
Do povo ao falecido.
A cidade e a escola
Tem há tempos parceria,
Pra fazer de empreitada
Incomensurável alegria
Como fez o centro esportivo
Para a nossa melhoria.
Na comunidade quem tem fama
É feijão, arroz com pequi,
Encanto de moça, choro de sanfona,
O canto do bem-te-vi,
A fé do povo que passa
E a cachoeira que tem por aqui.
Com nossa querida Amâncio
O povo vem se envolvendo,
Projetos interessantes
Nos vem acontecendo.
Viva a Escola do da gente
Na cidade que está crescendo!
Viva todos os diretores
Desde aquele que veio primeiro,
Os professores que vieram
Deste meu Brasil inteiro
Pra cultivar a alegria
Nesse nosso imenso canteiro!
Êta lugar de grandes artistas
Essa cidadezinha das gerais,
Povo que folga e dança
Nas belas peças teatrais
Que vem atraindo a lua
Pra brilhar em nossos quintais.
Em agosto é tradição
Desse povo muito fino
Homenagear o BOM JESUS
Numa festa pro divino,
Tem batizado e tem missa
E quem avisa é o sino.
A Amâncio festeja o junho gelado
Com o festival de quadrilha
Que vem gente de todo lado,
É uma gostosa guerrilha,
Pra fazer paço acertado
Que nem uivo de matilha.
Só que o mais belo festejo
É das duas instituições
Quando uma diz a outra
No calor das emoções,
Estes versos misturados
Às mais belas canções:
“Eu te vi e tu me viste
Tu me amaste e eu te amei,
Qual de nós amou primeiro
Nem tu sabes, nem eu sei.”
E agora vou ir embora
Porque já se avança à hora,
Se eu contar toda a história
Graça nunca mais vai ter
O que é mesmo interessante
Não é ouvir, é viver!
E eu não vou dizer adeus,
Adeus é pra quem deixa a vida,
é mesmo nessa que eu jogo,
De despedida deixo assim:
Até amanhã, até já, até logo!
A imagem que a nossa escola escolheu foi a árvore e decidimos expressar em forma de poesia:
Tonomundo, na tua mão queima forte
A chama flamejante do saber Aquela que tira o ser da ignorância
Construindo a teia do conhecimento
Tonomundo como fractal
É o alicerce do saber
Possibilitando interação e conhecimento
Às famílias sementeiras.
Olhos fixos no Futuro
Olhar nas comunidades
Como arvores e suas ramificações
Interligando pessoas estados
Trocando culturas, sabores e saberes.
Suas ramificações como escolas
Disseminam experiências
Transcendendo a ignorância
Também revela o ser em sua essência.
Como galhos e folhas renovam
E novas ramificações vão surgindo
Família, escola e comunidade
Criam e aprimoram vínculos
Revelando novos aprendizados.