Posts Tagged ‘descomplicando’

Windows vs. Linux

08/04/2010 — Jonatas Lessa
Na caixinha do programa vinha escrito "Windows XP ou superior" - logo instalei o Linux :-P 
 

Uma das perguntas mais frequentes que escutamos do pessoal nas escolas do Tonomundo é: “Qual a diferença entre o Windows e o Linux?” Alias, essa pergunta hoje em dia é popular – pesquisando no Google por “windows vs linux”: 

 

Pesquisa no Google em 08.04.2010 por "windows vs linux"

Pesquisa no Google em 08.04.2010 por "windows vs linux"

 

Uau! QUARENTA E DOIS MILHÕES de resultados??? Diante de tantas dúvidas, vamos então enumerar 3 pontos que considero de maior relevância:

  • Software proprietário vs. Software livre: enquanto no Windows é necessária a aquisição de uma licença para sua utilização, o Linux é distribuído gratuitamente na Internet. Isso não significa que não há nenhuma empresa por trás oferecendo suporte – gigantes da informática como IBM, Novell, Red Hat, Sun, Canonical e etc. também possuem suas versões do Linux, oferecendo suporte completo. Há muito mais para falarmos sobre software livre, mas vamos deixar essa para outro post ;)
  • Segurança no Windows vs. Segurança no Linux (ou “Uai, cadê o antivírus??”): simples assim: não existem vírus para Linux! Parece bom demais para ser verdade, mas creia, eu mesmo sou prova disso: utilizo Linux há anosnunca instalei um antivírus, anti-spyware ou anti-qualquer coisa e nunca fui infectado por vírus! Não é magia, é tecnologia :P
  • Performance: quando os “anti-monte-de-coisa” rodam na estação, consomem preciosos megabytes de memória da máquina, além de outros tantos preciosos ciclos de processamento da CPU. Quando utilizado o Linux (e portanto não teremos nenhum anti rodando), para onde acha que vão esses preciosos megabytes e ciclos? Direto para outras aplicações, como BrOffice, Firefox, etc – aplicações onde realmente farão diferença para nós. Com isso, o ganho de performance é bastante significativo;

Claro, nem tudo são flores… como o número de pessoas no mundo que utilizam o Windows (ainda) é bem maior que o número de pessoas que usam Linux, há uma oferta maior de programas para essa plataforma. Com o tempo, essas diferenças tendem a diminuir – atualmente já há muitos programas que possuem versões para ambas as plataformas, com lançamentos simultâneos. Além disso, o usuário final por vezes precisa se habituar a utilizar no Linux programas equivalentes para executar uma mesma tarefa que já realizava anteriormente no Windows, e que não necessariamente tem as telas todas iguais. Mas esse assunto fica para outro dia, que já escrevi demais hoje! Grande abraço,

Descomplicando,
Jota

Backup – parte 3

04/01/2010 — Jonatas Lessa

PARTE 3: UM POUQUINHO MAIS SOBRE BACKUP ONLINE….

Também conhecido como “em nuvem” – porque a Internet, em geral, é representada por uma nuvem, um emaranhado de conexões, servidores e serviços que se conectam – tem ganhado cada vem mais adeptos. Vamos falar um pouquinho mais?

 Google Docs

Serviço gratuito de armazenamento de documentos online do Google. Para acesso, é necessário ter uma conta no Google, que é padrão para todos os serviços (Gmail, Orkut, Maps, etc.), portanto se você já usa um desses serviços da Google, já tem usuário e senha para utilizar o Docs. Na tela inicial, basta escolher a opção “Fazer upload”*, selecionar o(s) arquivo(s) que deseja salvar, clicar em “Iniciar upload”, e pronto! Seu arquivo já está salvo. E, uma vez salvo na Internet, podemos formatar a máquina, e após a instalação do Linux acessar novamente o site do Google Docs e recuperar todos os arquivos.

 *entendamos upload como o contrário de download (“baixar”) – ao invés de “baixarmos” o arquivo da Internet, estamos “subindo” o arquivo para a Internet! Não é magia, é tecnologia :-D

 Onde: http://docs.google.com.

 Dropbox

Serviço alternativo de backup online, com mecanismo bem semelhante ao Google Docs. A diferença é que um pequeno aplicativo pode ser baixado e instalado na máquina. O mesmo cria um “drive virtual”, como se fosse um outro disco ou pendrive na máquina – no entanto, tudo que for salvo naquele drive está sendo encaminhado, na verdade, para a Internet – BEM legal, e esse mesmo aplicativo tem instalação para Windows e Linux: o que significa que poderá ser utilizado também no Linux, após a migração ;-) . Único ponto negativo é que o site não tem opção de linguagem em português, mas fica aqui como uma boa segunda opção. O vídeozinho inicial, explicando o que é o Dropbox, também é imperdível para quem deseja entender o conceito de nuvem.

 Onde: http://www.dropbox.com.

Descomplicando,
Jota

Backup – parte 2

04/01/2010 — Jonatas Lessa

PARTE 2: COMO FAZER O BACKUP?

Na primeira parte desse post, entendemos o conceito de backup, e o porquê de sua importância. Agora, mãos a obra! São muitas as formas de fazer o seu backup, mas nos concentraremos nas 3 mais simples:

1)       Pendrive: talvez a maneira mais fácil de fazer o seu backup. É só conectar o pendrive na porta USB do computador e copiar os arquivos necessários para o pendrive, que aparecerá como mais um disco no computador, identificado por uma letra. Após a formatação e instalação do Linux, é só copiar novamente de volta para o computador;

 2)      HD Externo: apesar de menos difundidos, seguem o mesmo princípio do pendrive, no entanto esses dispositivos possuem em geral maior capacidade de armazenamento. Após conectar o disco na porta USB, o mesmo será exibido como mais um disco, identificado por uma letra – então os arquivos poderão ser copiados para ele;

 3)      Backup online (ou “na nuvem”):  atualmente, com o crescimento exponencial do uso da Internet, esse tipo de backup tem se tornado bastante comum. Alguns provedores de conteúdo disponibilizam para seus usuários espaço gratuito para salvarem seus arquivos na Internet.

Funciona, em geral, da seguinte forma: o site em questão deve ser acessado, e no primeiro acesso deve ser criada uma conta. Essa conta funcionará como a identificação do dono daqueles arquivos – como se fosse uma conta de e-mail, com usuário e senha para acesso. Vamos falar um pouquinho mais sobre dois serviços gratuitos de backup online: Google Docs e Dropbox.

Descomplicando,
Jota

Backup – parte 1

04/01/2010 — Jonatas Lessa

A pedidos, segue novo Descomplicando: BACKUP!

PARTE 1: O QUE É BACKUP? (pronuncia-se “bécap”!)

Em breve, entraremos em um processo de migração de plataforma no TONOMUNDO (Microsoft –> Linux). Nesse processo de migração, necessitaremos formatar as máquinas – um processo bem simples de ser explicado: todos os arquivos e o próprio sistema de arquivos dos discos rígidos são apagados e criados novos volumes, com o novo sistema operacional. Para descomplicar, vamos fazer a seguinte comparação: construção civil!

Imagine você que Raulindo*, ilustre FML da Escola de Ensino Fundamental Santa Luzia (Trairi-CE) queira fazer uma super-reforma em sua casa, e analisando seus mega planos de reforma chegue a seguinte conclusão: a reforma é grande demais, e terei que mexer inclusive nos alicerces da casa - logo não me resta alternativa: é demolir tudo e construir a casa dos meus sonhos, no mesmo terreno onde a antiga está construída. Qual seria a primeira coisa a se fazer?

Raulindo precisaria tirar tudo – móveis, eletrodomésticos, roupas, documentos, etc. – que tivesse valor de dentro da sua casa para outro local, um galpão ou a casa de um amigo. Quando tivesse certeza de que tudo o que lhe interessasse foi salvo fora da casa, daria o OK para o trator fechar a conta e passar a régua. Após a demolição, Raulindo construirá a casa dos seus sonhos, e no término da obra retornará com todos os seus pertences para curtir sua nova casa.

Agora, observem bem: o terreno é o mesmo, e seus pertences também permanecem os mesmos, mas a casa é beeem diferente. Pergunta: se ele esquecesse algo de valor dentro da casa antes da demolição? Infelizmente, seria irremediavelmente danificado. “Fazer o backup” é justamente isso: tirar todos os arquivos pessoais, que tem valor para vocês, de dentro do computador, para que o mesmo possa ser formatado. Após a formatação, os arquivos podem voltar para o computador numa boa, já na “casa nova”. Além disso, é uma ótima prática para o dia a dia manter sempre uma cópia de backup dos arquivos mais importantes fora do computador, em um pendrive, por exemplo – afinal, nunca se sabe quando a próxima enchente pode pegar nosso “lar, doce lar” desprevenido!

Descomplicando,
Jota

*salve, Raulindo – te coloquei numa boa, viu!? Estilo Luciano Huck “Lar, Doce lar” ;-) – grande abraço!

Web cache

23/10/2009 — Jonatas Lessa

Joaquim pretende vender suas terras, localizadas num pequeno distrito na zona rural.

Imaginemos que João, um morador desse distrito, tenha interesse em comprar as terras e precise de cópias da sua documentação – certidões, registros, “nada-consta”, etc. Dirige-se ao cartório do seu distrito, mas descobre que, infelizmente, esses documentos não estão disponíveis no cartório local, somente no cartório da capital. Sai de lá com a promessa de que cópias oficiais dos documentos estarão disponíveis para ele em uma semana, tempo necessário para envio da documentação.

Após uma semana de espera, enfim, chegam as cópias oficiais dos documentos. João dirige-se ao cartório e consegue a documentação esperada.

Apenas uma semana após João ter conseguido a documentação, José também se interessa pelas mesmas terras. Dirige-se ao cartório e solicita a documentação. No entanto, sua espera é muito menor, pois as cópias registradas solicitadas para João ainda se encontram disponíveis no distrito. Em apenas 5 minutos, José sai do cartório com a mesma documentação embaixo do braço.


Um dos recursos mais interessantes proposto na nossa solução para atendimento aos laboratórios do programa TONOMUNDO é o web cache, (pronuncia-se uéb quéxi), ou apenas cache do servidor. Como funciona:

  • Cada laboratório contará com um pequeno servidor para atender as estações do laboratório;
  • Nesse servidor será instalado o cache;
  • Cada vez que um site na Internet é acessado por alguma estação no laboratório, uma cópia desse site é armazenada no cache do servidor…
  • e o próximo cliente que porventura acessar esse mesmo site não necessitará “baixar” novamente todo conteúdo do site da Internet, pois o servidor mesmo se encarregará de disponibilizar a cópia local que foi armazenada.

Com o passar do tempo, a maioria dos sites mais acessados no laboratório já possuirão suas cópias locais no cache, e a percepção quanto a velocidade de navegação será bastante positiva. Uma boa dica para os professores, para que suas aulas se tornem mais dinâmicas, é que de alguma estação acessem pelo menos uma vez todos os sites que serão utilizados numa aula antes da aula, para que já tenham uma cópia no cache – lembrando que acessar apenas a primeira página do site não garante que todo o site será armazenado, logo é necessário navegar por todas as páginas que serão acessadas posteriormente pelos alunos.

Um grande abraço, e até a próxima!


Descomplicando,

Jota

ü … e o próximo cliente que acessar esse site não necessitará “baixar” novamente o site da Internet, pois poderá acessar a cópia local no servidor – tornando o acesso a Internet sensivelmente mais rápido.