Viagem aos países lusófonos

Releitura: EMEIF Marieta Cals

por Gleume da Cunha Rodriguez, em 26 de novembro de 2008

Olá pessoal! Estamos convidando vocês a visitarem o blog da nossa escola para ver os alunos trabalhando a releitura. Eles optaram por fazer a releitura da música Asa Branca de Luiz Gonzaga. A galera ficou empolgada e produziu belíssimos desenhos. Em breve estarei postando no blog da escola: http://www.tonomundo.org.br/blogs/marietacals/

Aguardamos a sua presença e o seu comentário lá. ;)

Abraços de toda equipe da Marieta Cals!

O ARTESANATO DE MOÇAMBIQUE

por Vera Laporta, em 6 de novembro de 2008

Material enviado pelo FM de Moçambique – Feliciano Novel em 07/11/08

A necessidade de sobrevivência levou o Homem a usar a inteligêngia e suas mãos para transformar a natureza, criando primeiro os instrumentos de trabalho, utensílios domésticos, armas para a sua defesa, armadilhas para caçar os animais, numa fase posterior criou os instrumentos musicais para acompanhamento das suas danças e rituais, momentos de solidão (como era o caso das viagens), máscaras, esculturas e outras peças que eram usadas na invocação dos Deuses, do natural e do sobrenatural, produzindo também artigos para adorno e outras finalidades.

De um modo geral o artesão moçambicano é camponês ou vive nas zonas periurbanas, depois que emigrou do campo para as cidades e como o que produz com a sua arte não é o suficiente para viver, este artesão precisa de dividir o seu tempo em múltiplas tarefas. Esta prática tem vindo a mudar nos últimos tempos, principalmente nos grandes centros urbanos onde a demanda por produtos de artesanato tem crescido, então hoje em dia encontram-se muitos artesão que trabalham a tempo inteiro nesta área .

As expressões artísticas fora determindas em Moçambique tendo em conta a abundância de determinada materia prima em certa região, as necessidades das pessoas nessa mesma região, as infuências culturais ( tendo em conta que Moçambique é um país multicultural) e ainda as migrações.

Tendo em conta a grande riqueza de madeiras, duras, preciosas e de grande valor comercial que Moçambique possui, justifica a verdadeira tendência de caracterizar o artesanato moçambicano como sendo feito em madeira. No entanto é igualmente verdade que ao se olhar mais profundamente ou passando em revista os diferentes grupos culturais ou regiões deste imenso Moçambique se fica a conhecer os vários tipos e categorias de artesanato de outras matérias primas que não madeira e que verdadeiramente caracterizam as diferentes regiões deste país.

Moçambique possui 10 províncias mas que se enquadram dentro de 3 grandes regiões por que se divide o país:

A região Norte naturalmente com as províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia;

A região do Centro com as províncias de Tete, Manica e Sofala

A região Sul onde temos as províncias de Inhambane, Gaza e Maputo

A caracterização que vamos aqui fazer vai por um lado obedecer a esta divisão regional, porque fica muito deficil trazer o que é tradicional ou mais representativo de cada uma das 10 províncias, e por outro lado poderemos trazer mais do que uma manifestação de artesanato de uma mesma região, isto é, nao usamos um critério equitativo mas tendo em conta aquelas manifestações mais conhecidas e que são usadas como o cartão de visitas do nosso país.

REGIÃO NORTE

Província de Cabo Delgado

Escultura Maconde

A Escultura Makonde enquadra-se dentre várias formas de expressão artística dos Vamakonde (plural que designa a população makonde), portanto o grupo étnico makonde que se encontra localizado desde as zonas mais remotas do planalto de Mueda (onde está concentrada a maior parte deste povo), em Cabo Delgado , até a capital da província, em Pemba. Dentre as diferentes manifestações artísticas deste povo, umas são mais antigas tais como a máscara mapiko, a escultura nos estilos Ujamaa e Shetani, a cerâmica e mais recentemente a expressão em xilogravura que veio enriquecer a arte makonde.

Os macondes, principalmente os artistas e artesãos a procura de melhores condições de vida começaram a migrar dos seus locais de origem para os centros urbanos mais importantes e hoje produz-se escultura maconde no país inteiro, mas como um povo de uma cultura muito forte, os makondes nunca se desligam da mesma e onde quer que se encontrem, são muito unidos e continuam as praticas tradicionais, rituais e culturais do seu povo e precisam de visitar com alguma regularidae a sua comunidade e a sua zona de origem, para prestarem-se a varios rituais bem tradicionais daquela comunidade e naturalmente conviverem entre eles.

Dentre as diferentes manifestações de escultura makonde existem 2 vertentes que são as mais conhecidas: Ujamaa e shetani.

Ujamaa é um novo tipo de aldeia conceito trazido pelos makondes que se encontravam refugiados na Tanzania num período socialista e ujamaa representa uma aldeia em moldes de organização bem diferentes das aldeias familiares a que esta sociedade makonde estava habituada. Escultura Ujamaa é uma composição de figurinhas umas em cima das outras em equilíbrio harmonioso e dinâmico e em forma de torre, e que pode ser de diferentes tamanhos, desde muito pequena até atingir mais de dois metros de altura. Representa a força vital que sai das pessoas trabalhando juntas.

Ujamaa tem 3 formas: a compacta, a escavada e a aberta.

O tema mais popular da escultura Ujamaa, representa a vida tradicional da aldeia africana

Shetani, palavra Swahili derivada do árabe (shaitan) que significa satã, querendo dizer diabo.Para os Vamakonde os diabos ou shetani referem-se a vários espíritos e seres misteriosos sendo alguns perigosos e maus e outros bons e esta é a forma deste povo exprimir a ideia da interferência sobrenatural no quotidiano das pessoas.

Normalmente as esculturas Shetani são representadas por figuras cuja cabeça é redonda, com buracos no lugar de olhos, boca e dentes grandes, língua comprida, orelhas grandes ou compridas e pernas finas no entanto como os mashatani (plural de Shetani) são invisíveis, cada escultor é livre de dar a sua interpretação sendo assim deficil de classificar os mashatani.

Joalharia e Ourivesaria do Ibo

Apesar de a história da produção de artesanato em Moçambique mostre que os artesãos sempre dividiram o seu tempo entre a produção do artesanato, machamba, pesca ou outra actividade que lhes permitisse viver, no entanto os ourives têm uma história diferente, isto é sempre se dedicaram quase que a tempo inteiro a produção da sua arte.

Esta é uma tradição muito antiga (das mais antigas que qualquer outra expressão de arte e artesanato mais antigas em Moçambique datando de alguns seculos) trazida pelos árabes e mais tarde incoropados elementos da joalharia portuguesa criando-se uma joalharia bem típica de Moçambique, concretamente desta zona norte do país ( não só a Ilha do Ibo, mas alguns distritos do continente, também na província de Cabo delgado e também a Ilha de Moçambique na província de Nampula). Os desenhos são trabalhados em delicados filigramas, produzindo-se as mais lindas, e delicadas peças de ourivesaria (colares, gargantilhas, pulseiras, cintos, aneis). Durante muitos anos os desenhos foram os tradicionais e bem recentemente há cerca de 3 anos designers que têm trabalhado com estes ourives têm introduzido desenhos contemporâneos muito bonitos e aceites pelo mercado, mas nem por isso os desenhos tradicionais deixaram de ter procura

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REGIÃO CENTRO

Província de Manica

A cestaria de Manica é muito diversificada pelo uso de diferentes matérias primas para a sua produção, como é o caso do uso da palha conhecida por Ilala que é existente e igualmente usada em todo o país, mas naturalmente que os produtos são diferentes tendo em conta as influências culturais de cada região. Mas o mais marcante da cestaria de Manica é o uso do bambu (prática não exclusiva de Manica) para além da palha, um pouco mais grossa que a habitual na produção de cestos. Em todo o país os cestos começaram a ser produzidos para o uso doméstico dos seus produtores, essencialmente para guardar e conservar os alimentos saídos da machamba e outros, servindo portanto de pequenos celeiros. Muito mais tarde começaram a ser produzidos móveis como camas, cadeiras, mesas e até armários. Mas aqui vamos determo-nos apenas nos cestos celeiros que mais sempre foram feitos e muito usados.

Este cesto é mais desenvolvido na província de Manica, mas é tipico de toda a região centro do país, usado também no dia a dia da gente de Tete e um pouco também na província de Sofala.

Presentemente o cesto continua a ser produzido da mesma forma e no mesmo tamanho que sempre foi feito, mas como este começou a ser comprado para fins também decorativos começou-se a produzir este cesto em diferentes tamanhos e introduizindo algumas decorações que sao feitas com base em pigmentos naturais, exactamente para ir de encontro as solicitações do mercado cada vez mais consumidor de cestos e exigente, dada a enorme competitividade a nível interno e principalmente no mercado internacional.

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REGIÃO SUL

Província de Inhambane

Xindzalas

É um cesto bem típico da província de Inhambane, mais concretamente do distrito mais a norte desta provincia denominado Vilankulo.

É um cesto tradicionalmente produzido pelas mulheres e transmitida a sua técnica mãe para filha, de modo que nunca faltasse este artigo em nenhuma casa como utensílio doméstico usado para guardar essencialmente os alimentos secos e mesmo alguns alimentos liquidos ou bebidas de fabrico caseiro, (com a malha mais apertada).

A processo de fabricação deste cesto é bastante demorado por um lado porque a malha tinha de ficar bem apertada e por outro lado porque as mulheres que o produziam só poderiam dedicar-se a este trabalho de tecer nas suas horas livres, isto é, depois das suas lides domésticas, sobrando-lhes muito pouco tempo, acabando por levar meses para produzir um unico cesto. Este cesto no entanto durava muitos anos e era de dimensões grandes.

Hoje a nossa grande batalha é a de passar este conhecimento para novas gerações, pois que perdeu-se aquele esquema natural de transmissão ( mãe para filhas)uma vez que por razões diversas, guerra, êxodo do campo para as cidades, o facto de este cesto nunca ter sido produzido com motivações comerciais e porque as fazedoras dos mesmos sempre terem vivido em condições de extrema pobreza, levou a que as novas gerações não olhassem com respeito para esta forma de arte.

Este era um cesto essencialmente utilitário, mas mesmo assim ele era de per si feito com decorações que lembram flores, figuras geométricas, talvés alguns motivos abstratos e até o uso da casca de arvore para o decorar, precisamente porque estas mulheres que o faziam tinham um sentido estético e queriam dentro das suas casas algo para usar, mas que ao mesmo tempo trouxe-se alguma beleza ou decoração às suas casas.

Hoje aumenta a apreciaçao destes cestos e produtos desta categoria e continuam a ser produzidos os cestos tradicionais e gradualmente se vão introduzindo desenhos contemporâneos e criando outras formas com outras utilidades para este cesto para ir de encontro aos gostos dos vários compradores e a um mercado cada vez mais exigente.

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Província de Maputo

Escultura em madeira branda e em Sândalo

Maputo é uma província que tem fortes tradições de artesanto em madeira, tanto as madeiras brancas (mafurreira) dando origem a arte Psikelekedana que naturalmente foi-se desenvolvendo ao longo dos tempos. Diferentemente de muitas outras manifestações artísticas a arte psikelekedana foi sempre feita com o fim de decorar as casas dos seus produtores, dos compradores quando começaram a vender as peças. As primeiras peças eram pirogravadas e pintadas de vermelho, cor obtida através de pigmentos naturais. As primeiras peças produzidas era a reprodução de animais animais, mascaras e algumas figuras humanas . Aos poucos foram sendo introduzidas cores e as novas formas. Actualmente fazem-se diferentes peças desde animais, cenas da vida quotidiana, travessas, porta canetas, chaveiros,etc tudo em cores muito coloridas e brilhantes.

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Em paralelo a esta produção em madeiras brandas foi-se fazendo arte em madeira de sândalo uma vez que esta região sul de Moçambique, principalmente Maputo é muito rica em madeira de sândalo. Alberto Chissano o famoso e saudoso escultor Moçambicano foi o pai da linha contemporânea, de escultura em sândalo onde era a madeira que sugeria o que fazer e era a fonte de inspiração do artista. Esta linha caracterizava-se por linhas elegantes e estilizadas, figuras humanas esguias, cabelo esvoaçante, semblantes menos carregados ou pode-se dizer até alegres e belos, como uma proposta nova para a linha anterior, representativa de arte de intervenção, carecterizando-se por uma escultura pesada, forte, que se fez muito durante o tempo colonial e o período de repressão e que continuou sendo produzida nos primeiros anos da independência do país. A leveza e beleza desta nova escola de Chissano teve muitos percursores entre os seus alunos e gerações posteriores e o melhor de tudo é que não parou de evoluir e dentre estes percursores começa a haver muitas correntes.

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por Eneida Conceição e Silva, em 29 de setembro de 2008

ROMPENDO FRONTEIRAS VAI ATÉ ANGOLA

THETIS NUNES/ Dr. JULIVAL REBOUÇAS/ LUÍZ GONZAGA DUARTE

 Bom viajar novamente, com tanta gente bacana. Alunos e professores das 3 escolas entraram no Aguático-móvel-bala e fomos à Angola. Alegria, descontração, companheirismo. Tudo foi visto, revisto, aprendido, experimentado. Quem imaginaria que a aventura estava apenas começando?

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O homem que vinha ao entardecer

(Ouvindo “Sonho de Um Camponês”, por Teta Lando)
 Falava com devagar, ajeitando as palavras.
 Falava com cuidado, houvesse lume entre as palavras.
 Chegava ao entardecer, os sapatos cheios de terra vermelha e do perfume 	dos matos.
Cumpria rigorosamente os rituais.
 Batia primeiro as palmas (junto ao peito)
Depois falava. Dos bois, das lavras, das coisas simples do seu dia-a-dia.
 E todavia era tal o mistério das tardes quando assim falava que doía.
(Palavra de poeta - Antologia)
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Recebidos por alunos de escola pública angolana, nos levaram pela capital mostrando todas as suas belezas. 
Subdividida em 18 províncias, ficamos encantados pela diversidade de línguas e dialetos falados por eles. 
Um dos nossos alunos até brincou dizendo que eles são tão ricos culturalmente, que são poliglotas no seu próprio país. 
Ouvimos umbundo, quinbundo, quicongo, ibinda, chocué, nhaneca, mbunda, khoisan, e acho que todos se maravilharam 
mesmo. Ah! E não entendemos nada. Se não fossem nossos anfitriões, que traduziram tudo para o português angolano, 
que pra gente ficou mais fácil entender. Isso quando eles não falam rápido, não é ?
A guerra longa, de 26 anos, destruiu muito do país e deixou conseqüências terríveis que este povo forte e lutador 
tem procurado superar.
Preferimos visitar os setores de comunicação: jornais, emissoras de rádio e televisão, para sentir como a informação
 chega até os angolanos. 
Eis a relação, porém como o tempo era curto não pudemos visitar todas, e fomos apenas a uma de cada tipo. 
Jornais:
Jornal de Angola

 Revistas:

Rádio:

Televisão:

Como tudo é recente, e o país vive uma transição com as eleições acontecidas neste mes de setembro, sentimos que a oposição e os meios de comunicação pressionam quanto à validade deste pleito. Porém, preferimos não questionar mais e ficarmos de observadores sobre questão que diz respeito aos angolanos diretamente.

Vimos muitas obras, estradas e prédios que fazem parte do plano de reconstrução do presidente até 2009, Sr. Eduardo.

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Créditos das fotos e informações:

Wikipédia/

http://pwp.netcabo.pt/angolafotos/

http://pwp.netcabo.pt/angolafotos/Silva-Porto.htm

                         Thaína- 8º ano e FML Eneida- Thetis Nunes

por Eneida Conceição e Silva, em 29 de setembro de 2008

ROMPENDO FRONTEIRAS VISITA PORTUGAL 

 THETIS NUNES   LUIZ GONZAGA DUARTE     Dr. JULIVAL REBOUÇAS 

Ao chegar em Portugal ficamos encantados. Fomos recebidos por alunos de uma escola governamental que nos entregaram uma bandeira e cantaram o hino nacional. Abaixo o primeiro trecho do hino. Os alunos acharam muito bonito, e os professores de História, bastante parecido com o hino francês.

  Portugal

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Hino nacional

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Depois nos mostraram seu belo país, que em Lisboa, não poderia deixar de se ver a Torre de Belém.

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Os alunos e professores adoraram o passeio pela capital. Vejam as fotos:

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Teleférico, Parque das Nações e Oceanário.

Explicaram-nos que em Portugal a divisão é diferente. As principais divisões administrativas de Portugal são os 18 distritos no continente e as duas Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, que se subdividem em 308 concelhos e 4257 freguesias.

Dividida em 3 NUTS,divisão elaborada e seguida por todos que fazem a UE: Portugal Continental, Região Autônoma dos Açores e Região Autônoma de Madeira.

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Vista do topo do Cristo Rei (acima)

Na hora do almoço nos levaram a uma taberna portuguesa, onde pudemos apreciar frutos do mar. Todos adoraram: sardinha, o carapau, o polvo, o peixe-espada-preto, a cavala e o atum. Eram tantas formas de preparo, que ficamos satisfeitos, pois havia pratos para todos os gostos.

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Andamos de trem e adoramos. Acima a estação e ponte sobre o rio oTejo. Tivemos oportunidade de também navegar pelo famoso Rio Tejo. Era difícil segurar a emoção de tocar as águas de um rio que fez e faz parte da história portuguesa.Fomos levados a um hotel inde passamos a noite.

 Pela manhã, fomos de ônibus para cidades de fluxo turístico. Abaixo, registramos vários locais.Porto, Algarve, Cintra, Aveiro. Pena que não pudemos ficar mais. Por dois dias registramos como o português atualmente vive.

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Porto, Algarve, Cintra, Aveiro. Pena que não pudemos ficar mais.

Por dois dias registramos como o português atualmente vive. Foi uma troca salutar.Eles também perguntavam muito, e riam das coisas que dizíamos que para eles tinham o significado totalmente diferente. Mas sempre eram esclarecidas. No terceiro dia, marcamos a hora do retorno no Água-móvel-bala e pelas condições do tempo serem favoráveis, preferimos cumprir o planejamento. Despedimo-nos e a saudade já começou a doer, pois com certeza, nos identificamos com este povo alegre e receptivo.   Deixamos que os próximos contatos digam todo sentimento e gratidão pela amizade estabelecida.        Vejamos a próxima parada. O combustível foi colocado, e saímos felizes !                   

 Créditos: Wikipédia – fotos e informações. FML Eneida e Aluna Juliana – Thetis Nunes  

Rompendo Fronteiras vai até Guiné-Bissau!

por Eneida Conceição e Silva, em 23 de setembro de 2008

                                                            Guiné-Bissau          

     ROMPENDO FRONTEIRAS viaja com o Thetis Nunes, Julival Rebouças e Luiz Gonzaga.    

 Fomos direto com o Aguático-móvel –bala para Guiné-Bissau, e vimos que poderíamos ficar sem entender nada do que falavam pois além do português eles também possuem dialetos e a língua crioulo. Tudo bem, daremos um jeito se acontecer. Todas do Thetis, do Julival Rebouças e do preferimos andar pela capital Bissau, visitando todos os recantos. Vimos igrejas cristãs, sinagogas e centros com crenças diversas.                                       

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                                                     Foto: Carlos Calveias

Resolvemos comer Caldo de Mancarra, uma comida típica do lugar. Alguns preferiram Galinha à moda do Guiné e também acharam muito bom. Os professores provaram dos dois e aprovaram.. Pagamos
em francos CFA e não achamos caro em relação ao real.

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                                                  Foto: Carlos Calveias

Passeamos pelas ruas e vimos muitas manifestações culturais com o ritmo da música gumbé guineense, muito apreciado por todos da região e que encantou nossos alunos que dançaram conferindo a forte ligação que temos com o continente africano.A população é na maioria rural e resolvemos conhece-la de perto. Saímos de Bissau e fomos para Bafafá, no centro-leste do país, omde vimos pelas estradas as colheitas de .Em todo lugar que parávamos recebíamos as boas-vindas de todos. O povo é muito hospitaleiro, alegre, cantam em todas as atividades de trabalho, inclusive no campo, e nos deixam à vontade. O calor atrapalhou um pouco, pois embora todos estejamos acostumados com ele, pois somos do Nordeste brasileiro, achamos que estava muito seco e nos dava uma impressão incômoda nas vias respiratórias.Como era uma oportunidade única para abordar sobre os Impérios Antigos Africanos, demos uma chegada à um museu que contava sobre o Império Mali.

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                                                            Foto: Carlos Calveias

Os professores adoraram, e compraram alguns postais com ilustrações bem interessantes de máscaras africanas.

       Cada lugar que passávamos era um deslumbramento, vejam que belas fotos!    

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                                                Fotos: Carlos Calveias 

 O pessoal de Aracaju se sentiu em casa, havia belos cajueiros pelo caminho!                                                                                

  Andamos mais pela capital e captamos vários flagrantes interessantes.

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                                                    Fotos: Carlos Calveias

 Quanta cor,  ficamos maravilhados com o colorido das roupas, alegria do povo, o ritmo forte da música e da dança.Dirigimos-nos ao hotel para descansar, sem esquecer de visitar uma escola da região e apresentar nosso programa Tonomundo. O interesse da Direção da escola nos fez anotar seus e-mails e telefones, além dos endereços de todos. Passamos também todas as nossas  direções para que eles pudessem nos encontrar. Quem sabe no futuro?Fomos para o hotel descansar pois o dia foi muito agitado. Partiríamos cedo, depois que a equipe responsável pelo aguático-móvel-bala desse uma vistoria e colocasse mais água no tanque.Na verdade, ninguém queria conversar mais, a noite já havia chegado e a cama era um ótimo convite ao corpo.                                                                                               Vanessa – 9º ano e FML Eneida – Thetis Nunes

 

 

VIAGEM INESQUECÍVEL CABO VERDE

por Veronica Maria Aires Biserra, em 23 de setembro de 2008

GAIA- EMEIF PADRE FELICE PISTONI – Fortaleza-Ce

bandeiracv.gifBandeira

Nome oficial do país
República de Cabo Verde
Capital
Cidade de Praia Cabo Verde é um país africano, arquipélago de origem vulcânica, constituído por dez ilhas. Está localizado no Oceano Atlântico, a 640 km a oeste de Dacar, Senegal. Outros vizinhos são a Mauritânia, a Gâmbia e a Guiné-Bissau, ou seja, todos na faixa costeira ocidental da África que vai do Cabo Branco às ilhas Bijagós. Curiosamente, o Cabo Verde que dá nome ao país não se situa nele, mas a centenas de quilômetros a oeste, no Senegal.
Foi descoberto em 1460por Diogo Gomesao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana. Foi colônia de Portugal desde o século XV até sua independência em 1975

Moeda
Escudo do Cabo Verde

REGIME DE GOVERNO
República parlamentarista.

História

cidade_velha_0082.jpgCidade Velha

Arquipélago que pertenceu a Portugal desde a sua descoberta, como ainda hoje pertencem os arquipélagos dos Açore se da Madeira, tornou-se independente em 1975e é hoje uma república parlamentarista.
Foi descoberto em 1460por Diogo Gomesao serviço da coroa portuguesa, que encontrou as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana. Começaram a ser colonizadas por Portugal por meio do sistema de Capitanias hereditárias dois anos mais tarde, trazendo escravos da costa da África para plantar algodão, árvores frutíferas e cana-de-açúcar para a ilha de Santiago. Nessa ilha fundaram a cidade de Ribeira Grande, que se tornou muito importante para o comércio de escravos. A importância da cidade cresceu de tal maneira que, em 1541, foi atacada por pirata se, em 1585, pelos Ingleses. Depois de um forte ataque pirata francês, no ano de 1712, a cidade foi abandonada.
A posição estratégica das ilhas nas rotas que ligavam Portugal ao Brasil e ao resto da África contribuíram para o facto dessas serem utilizadas como entreposto comercial e de aprovisionamento. Abolido o tráfico de escravos em 1876, o interesse comercial do arquipélago para a metrópole decresceu, só voltando a ter importância a partir da segunda metade do século XX. No entanto já tinham sido criadas as condições para o Cabo Verde de hoje: Europeus e escravos africanos uniram-se numa simbiose, criando um povo de características próprias.

Política
Cabo Verde é uma república democrática parlamentarista, com regime multipartidário. O governo é baseado na constituição de 1980, que institui o regime de partido único, revista em 1990para introduzir o multipartidarismo e em 1992para ajustá-la na totalidade com os valores da democracia multipartidária. As eleições são presidenciais (para eleger o Presidente da República) e legislativas (para eleger os deputados nacionais), que são eleitos para mandatos de cinco anos. O presidente do partido com maioria na Assembléia Nacional (Parlamento) é empossado como Primeiro-ministro. Apesar de ainda não haver ocorrido, há a possibilidade de o Presidente da República ser de um partido e o Primeiro-ministro de outro.
O Presidente da República, a Assembléia Nacional e o Conselho Superior da Magistratura Judiciária (esses também eleitos pela Assembléia Nacional) participam na eleição dos membros do Supremo Tribunal da Justiça.

Demografia

020626_cabo_verde_fogo_inside_crater_kids.jpgPopulação
475.948l (2005)

Os Cabo-verdianos são descendentes de antigos escravos africanos e dos seus senhores portugueses. Grande parte dos Cabo-verdianos emigra para o estrangeiro, principalmente para os EUA e Portugal. Um facto curioso é que há mais Cabo-verdianos a residir no estrangeiro que no próprio país.
Marcadamente jovem na sua Estrutura Etária, com 40% dos efetivos entre os 0-14 anos (estimativa 2005) e apenas 6% acima dos 65 anos, a média de idades da população cabo verdeana ronda os 24 anos.
A Esperança Média de Vida, que em 1975 rondava os 63 anos, atinge, em 2003, os 71 anos (67 para homens; 75 para as mulheres). A Taxa de Mortalidade Infantil, que em 1975 rondava os 110?, representava, em 2004, um valor de 20? (44? em 1990; 26? em 2000), valor inferior às taxas de outros países de categoria de rendimento semelhante.

Área – Total
4.033 km²

Lnguas
português (oficial) e crioulo

CULINÁRIA

A culinária de Cabo Verde é uma tradição étnica que tem aguentado o teste do tempo. Esta cozinha única encontra-se habitualmente nos lares de muitos Crioulos, sobretudo em dias de festa e em ocasiões especiais.

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Gufongo

Ingredientes
4 tigelas de água 1/4 tigela de açúcar
0,5 Kg farinha de milho 1 colher de sal
1/4 tigela de margarina 2 colheres de fermento
Preparação
Ponha água a ferver, com a margarina, açúcar e sal. Retire do lume e acrescente a farinha de milho, mexendo até dissolver todos os pedaços. Coloque novamente ao lume e deixe cozer em lume muito brando durante cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando. Deixe arrefecer para poder pegar na panela e depois junte 2 colheres de fermento, um pouco de cada vez, até que seja fácil de amassar. Faça rolos parecidos com maçarocas (polvilhe as mãos com um pouco de farinha branca para evitar que a massa se pegue). Frite numa frigideira meio cheia de óleo, em lume médio. Volte os lados até ficarem todos dourados. Sirva quente com café. Hmmmmm!

caldo de peixe

Ingredientes

6 Batatas 3 Bananas Verdes Grandes
1 Mandioca Grande 1 Colher de Sal Fino
1 Garoupa Média 1 Folha de Louro
1 Cebola Média 1/2 Pimento
1/2 Tigela de Azeite 5 Tigelas de Água
1 Colher de Vinagre Sal q.b.
1 Pedaço de Pimentão Picante
Preparação
Tempere de véspera o peixe com alho, picante, cebola picada, louro, vinagre e pimento. No dia seguinte, polvilhe o peixe com sal e sal fino. Leve ao frigorífico por algumas horas. Refogue pimentão picante, cebola, alho, azeite, pimento e louro numa grande panela. Quando terminar, junte filetes de peixe e deixe refogar mais 5 minutos. Junte 5 tigelas de água e comece a cozer em lume brando ou médio. Ao fim de alguns minutos, junte batatas descascadas, bananas verdes cortadas em três e pedaços de mandioca. Cozinhe em lume brando durante 20 a 30 minutos. Junte mais sal a gosto e sirva quente.

Peixe seco do Sal assado

- Fragata
Ingredientes
1 peixe seco
1/2 dl de azeite
1/2 kg de bananas não maduras
Óleo Picante (se necessário)

Preparação
Corte o peixe e ponha a marinar durante 8 a 10 horas. Retire as postas, limpe com uma toalha seca, passe por azeite e asse em carvão.
Acompanhamento:
Banana não madura cozida, temperada com picante. Também pode ser servido com arroz.

Religião

images.jpegIgreja do Nazareno

Os cabo-verdianos são nominalmente de maioria Católica Romana (mais de 90%). Outras denominações cristãs também estão implantadas em Cabo Verde, com destaque para os protestantes da Igreja do Nazareno e da Igreja Adventista do Sétimo Dia, assim como a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mormons), a Assembleia de Deus e outros grupos pentecostais e adventista. Há pequenas minorias muçulmanas e da Fé Bahá’í. A Igreja Universal do Reino de Deus também tem seguidores em Cabo Verde.

Os rabelados são um pequeno grupo católico tradicionalista específico de Cabo Verde.

Embora não se trate de uma religião, a doutrina filosófica do Racionalismo Cristão, com origem no Brasil, tem também adeptos em Cabo Verde, nomeadamente em São Vicente.

HINO NACIONAL

10000201000000320000003223db2422.pngBrasão

Cântico da Liberdade

Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza.

Com dignidade, enterra a semente
No pó da ilha nua;
No despenhadeiro da vida
A esperança é do tamanho do mar
Que nos abraça,
Sentinela de mares e ventos
Perseverante
Entre estrelas e o atlântico
Entoa o cântico da liberdade.

Canta, irmão
Canta, meu irmão
Que a liberdade é hino
E o homem a certeza.

 

 

http://www.tonomundo.org.br/karingana/jsp/p_caboverde.jsp

http://www.embcv.org.br/portal/modules/news/

VIAGEM VIRTUAL – São Tomé e Principe

por Veronica Maria Aires Biserra, em 19 de setembro de 2008

EMEIF PADRE FELICE PISTONI – FORTALEZA- CE

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História

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos.

Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé. A agricultura só foi estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café.

Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas. Elas compunham-se de vários serviços públicos, tendo a sua frente um chefe de serviço. As decisões tomadas por este, tinham de ser sancionadas pelo Governador da Colônia, que para legislar, auxiliava-se de um Conselho de Governo e de uma Assembléia Legislativa.

Durante muito tempo o governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que com a luta armada nos outros territórios sob o seu domínio, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada encontrava-se a Direção-Geral de Segurança (DGS).

O Governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar o governo colonial e dele trazer instruções

250px-sao_tome_palace.jpgO palácio presidencial de São Tomé e Príncipe

 

Na Ilha do Príncipe, em representação do Governo havia o administrador do Conselho com largas atribuições. A colônia achava-se dividida em dois conselhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em várias freguesias.

Em 1960, surge um grupo nacionalista opositor ao domínio português. Em 1972, o grupo dá origem ao [Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe]] (MLSTP), de orientação marxista. Assim, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado.

Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após a independência (1985), inicia-se a abertura econômica do país. Em 1990, adota-se uma nova constituição, que institui o pluripartidarismo.No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o Partido de Convergência Democrática – Grupo de Reflexão (PCD-GR) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras. A eleição para presidente contou com a participação de Miguel Trovoada, ex-primeiro ministro do país que estava exilado desde 1978. Sem adversários, Trovoada foi eleito para o cargo. Em 1995, é instituído um governo local na ilha do Príncipe, com a participação de cinco membros. Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora no seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.

Política

Partidos Políticos

  • MLSTP-PSD: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata

  • ADI: Ação Democrática Independente

  • PCD-GR: Partido de Convergência Democrática – Grupo de Reflexão

Poder Legislativo

  • Unicameral – Assembléia Nacional, com 55 membros

  • Constituição: 2003

São Tomé e Príncipe é uma nação constituída por duas ilhas principais e alguns ilhéus menores, e está administrativamente dividida em sete distritos. Em 2004, São Tomé e Príncipe contava com 139.000 habitantes.

Capital: São Tomé

População: estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km².habitantes.jpg

 

Economia

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atividade pesqueira

A atividades pesqueiras continua a ser uma das principais atividades econômicas do país.

As ilhas de São Tomé e do Príncipe ficam situadas junto à linha do Equador e a cerca de 300 km da costa Ocidental de África. Todo o arquipélago está inserido no recife da linha vulcânica dos Camarões.

São Tomé e Príncipe tem apostado no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro. A atividade pesqueira continua a ser uma das principais atividades econômicas do país. O país continua também a manter estreitas relações bilaterais com Portugal.

Clima

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Floresta de São Tomé

São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22° C e os 30°C. É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude.

Cultura

No folclore santomense são de destacar a sobrevivência de dois autos renascentista (século XVI): ” A Tragédia do marquês de Mântua e do Príncipe D. Carlos Magno”, denominado localmente de “Tchiloli” e o “São Lourenço” (por ser representado no dia deste santo) e que é idêntico aos “Autos de Floripes”[1] que ainda hoje é representado na aldeia das Neves, perto de Viana do Castelo.

A Cena Lusófona editou um livro, Floripes Negra, em que Augusto Baptista, ensaísta e fotógrafo, faz um levantamento sobre as origens do “Auto da Floripes” e as suas ligações com Portugal.

catedral-sao-tome-e-principe.jpgA catedral de São Tomé e Príncipe

As manifestações religiosas são imensamente complexas. Elas têm origem nos mais variados credos, pois se atendermos a gama de indivíduos de varias origens, vindos para São Tomé e Príncipe, facilmente se encontra a explicação deste fato. Distinguem-se contudo, duas tendências religiosas acentuadas: a animista e a católica.

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Tom%C3%A9_e_Pr%C3%ADncipe

 

Viagem a Moçambique

por Eron Fossi de Souza Junior, em 10 de setembro de 2008

E.E.E.F.M “Jerônimo Monteiro”

HISTÓRIA

Moçambique é um país da costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzânia, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe. No Canal de Moçambique, o país tem vários vizinhos, nomeadamente as Comores, Madagáscar, a possessão francesa de Mayotte e o departamento também francês de Reunião e as suas dependências Juan de Nova, Bassas da Índia e Ilha Europa. Capital: Maputo.
A história de Moçambique encontra-se documentada pelo menos a partir do século X, quando um estudioso viajante árabe, Al-Masudi descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os “Zanj” da “Bilad as Sofala”, que incluía grande parte da costa norte e centro do atual Moçambique.

No entanto, vários achados arqueológicos permitem caracterizar a “pré-história” de Moçambique (antes da escrita) por muitos séculos antes. Provavelmente o evento mais importante dessa pré-história foi a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas introduziram aqui a metalurgia do ferro, entre os séculos I a IV.

Entre os séculos X e XIX existiram no território que atualmente é Moçambique vários estados bantus, o mais conhecido dos quais foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).

A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI, só em 1885 – com a partilha de África pelas potências européias durante a Conferência de Berlim – se transformou numa ocupação militar, ou seja, na submissão total dos estados ali existentes, que levou, nos inícios do século XX a uma verdadeira administração colonial.

Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975.

Para além de membro da União Africana e da Commonwealth, Moçambique é igualmente membro fundador da SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.

  • POPULAÇÃO

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Com uma posição estratégica privilegiada no Sul do Continente Africano, uma extensa costa de acesso fácil e terras férteis, Moçambique foi ao longo dos tempos ponto de chegada e de encontro de vários povos e culturas de que se destacam os povos Bantu da Africa Central, árabes, indianos e europeus. São, no entanto, os povos Bantu que, não constituindo uma raça específica mas um conjunto de grupos com uma cultura comum e uma linguagem similar, estão na origem das etnias dominantes, os “Aianas”, os “Macuas”, os “Angones”, os “Nhanjas”, os “Tongas”, os “Bitongas” e os “Muchopes” que se distribuem por esta ordem de Norte para Sul do País. Estes grupos estão ainda divididos por sub-grupos. Além dos descendentes dos grupos Bantu, são de salientar as comunidades Swahilis instaladas em áreas costeiras e responsáveis pela introdução do Islamismo no País, os Indianos e Europeus dispersos por todo o País.

Presentemente, a população moçambicana é da ordem dos 20 milhões de habitantes dos quais cerca de 30% vivem nos principais centros urbanos, de que se destacam: Maputo, Beira e Nampula.

  • CULINÁRIA

Feijoada

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O Ibo é a ilha principal – já foi capital dum sultanato – do arquipélago das Quirimbas, em Moçambique, onde as pessoas são quase 100% muçulmanas e, por isso, a feijoada de lá não leva porco. Então a base da feijoada à moda do Ibo é galinha e camarão.De preferência, o feijão e a galinha devem ser do tipo “cafreal“, ou seja, pequenos e saborosos. No sul de Moçambique, este feijão chama-se “timbauene”; nos Estados Unidos encontra-se um tipo de feijão pequeno, chamado “crowder peas” que se vende congelado.O feijão coze-se primeiro, de preferência com um pedaço de chouriço para lhe dar gosto – mas chouriço de carne de vaca ou carneiro.Entretanto, prepara-se o refogado com os temperos: a cebola não deve ser muito picada, o alho só pisado e tudo isto se frita em muito pouco óleo com tempero de caril (mistura de açafrão indiano, colorau e cominho); podem pôr-se outros temperos, ao gosto. Depois do refogado estar bem cheiroso deita-se a galinha aos pedaços, mexe-se bem para fritar por fora, sem deixar cozinhar e depois tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar. Se for preciso líquido, nunca usar água: ou cerveja ou vinho branco.Quando a galinha estiver quase cozida, deita-se o camarão descascado e o feijão e deixa-se ferver só uns 5 minutos. Então, mistura-se nisto tudo uma lata de leite de coco, deixa-se levantar fervura mexendo sempre, não mais que 5 minutos e está pronta! É melhor quando feita no dia anterior.


Funge

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O funge ou pirão é um acompanhamento culinário típico de Angola e de Moçambique. É confeccionado com farinha de milho ou de mandioca.A farinha é cozida e mexida com muita frequência e de forma enérgica , para que se obtenha a consistência certa. A variante feita com milho adquire uma tonalidade amarela, enquanto que a confeccionada com mandioca apresenta uma cor acinzentada, com laivos de castanho. A consistência final assemelha-se, de certa forma, a uma cola, dado o seu carácter pegajoso.É usado como acompanhamento da moamba de galinha.A palavra portuguesa funge é derivada do vocábulo fúngi, pertencente ao idioma Quimbundo. 

Caril de caranguejo

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Caril de caranguejo é um prato típico da culinária indo-portuguesa de Goa, Damão e Diu, outrora pertencentes ao Estado Português da Índia. É também um prato típico de Moçambique, em virtude da significativa população de origem goesa existente nesse país.Tal como o nome indica, trata-se de um prato de caril preparado com caranguejo, muito abundante na costa de Goa.Para além do caranguejo, os seus ingredientes incluem cebola, tomate, piripiri, alho, cocos inteiros e caril amarelo.

Os cocos são ralados, sendo extraído o seu leite. O caranguejo pode ser usado cortado em pedaços ou desfiado. No primeiro caso, é comum ser consumido à mão, para facilitar a extração da carne. Em ambos os casos, o caranguejo previamente cozido é colocado numa panela a ferver com a maior parte dos ingredientes. Passado algum tempo, é adicionado o leite dos cocos, fervendo o prato durante cerca de 30 minutos para a apurar.É normalmente servido com arroz branco, podendo ser complementado com achares e paparis. Obtido em http://pt.wikipedia.org/wiki

  • CULTURA

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Moçambique sempre se afirmou como pólo cultural com intervenções marcantes, de nível internacional, no campo da arquitetura, pintura, música, literatura e poesia. Nomes como Malangatana, Chichorro, Mia Couto e José Craveirinha entre outros, já há muito ultrapassaram as fronteiras nacionais.

Importante também e representativo do espírito artístico e criativo do povo moçambicano é o artesanato que se manifesta em várias áreas, destacando-se as esculturas dos Macondes do Norte de Moçambique.
Também na área do desporto se tem destacado em várias modalidades, a Lurdes Mutola no atletismo.

  • FAUNA E FLORA

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Moçambique é rico em fauna e flora, terrestres e marítimas. A orografia e o clima determinam três tipos de vegetação: floresta densa nas terras altas do Norte e Centro do País, floresta aberta e savana no Sul e, na zona costeira, os mangais.Estes ecossistemas constituem o habitat de espécies selvagens como elefantes, leões, leopardos, chitas, hipopótamos, antílopes, tartarugas e grande número de aves.A esta riqueza associam-se belas paisagens, quer nas zonas altas, quer nas zonas costeiras.Para possibilitar aos visitantes uma vivência com esta riqueza, em grande parte afectada pela guerra, estão em recuperação parques, como o de Gorongosa que foi um dos melhores de África, reservas especiais de que se destacam a de Maputo, rica em elefantes, e a de Marromeu na foz do Zambeze onde predomina o búfalo, e reservas parciais como a de Gilé e a de Niassa respectivamente a nordeste de Quelimane e nas margens de rio Rovuma.

  • POESIA

Miradouro

Entre a rampa e o caracol da barreira,

o picadeiro ideal para o exibicionismo

laurentino, ao fim da tarde, passeio raso,

sobranceiro à baía e à Catembe.

Enquanto a malta ia e vinha, até ser Marrocos.

Pavoneavam-se as meninas e nós,

idem, flexionando peito e músculo,

miradas discretas
em redor. Rotina

diária, sempre cumprida sem atropelos.

Mesmo com a ruidosa chegada do Cagalhim,

   

a cavalo na sua desconjuntada carrinha Ford,

a tossir e a resfolegar, cansada das correrias

da véspera. Presumido herói, o Cagalhim

era só o bobo daquela festa. Caçador furtivo

e noturno, sua maior aventura -

rezava a lenda – fora a de ter enfrentado,

sob o holofote, um cocone que, falhado o tiro,

o terá colhido, arrancando-lhe da cara os óculos.

De borco, espezinhado, dizem que o Cagalhim,

faca em punho, o teria capado. Pior ainda,

   

que vexado, o boi-cavalo, envergando os óculos

do caçarreta, até hoje percorre os matos

em busca dos testículos perdidos. Entretanto,

no Miradouro, para gáudio do pessoal,

o Cagalhim exibe, com alarido, os que não tem. 

(Rui Knopfli)

O dia que invejei meu presidente

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Tenho prosa

publicada

em livro,

não tenho

poesia!

Mas sou poeta

desde

a primeira

hora,

sinto isso.

Se me perguntassem

o que gostaria

de ser

em Novembro?

Sem consultar

Wycliffe Jean

responderia

Presidente

de Moçambique,

só pra viver

o parto

de meus versos

em livro.

(Domi Chirongo)

MÚSICA

A música tradicional tem características bantu e influência árabe principalmente na zona norte e, como tal, é normalmente criada para acompanhar cerimônias sociais, principalmente na forma de dança.

A música comercial tem raízes na música tradicional, mas muitas vezes usando ritmos e tecnologias importadas de outras culturas. Um dos tipos de música comercial mais conhecido é a marrabenta, originária do sul do país, que não é apenas música de dança, mas tem frequentemente uma letra com grande conteúdo social.

Marrabenta foi desenvolvida em Maputo, a capital de Moçambique, anteriormente Laurenco Marques. O nome foi derivado do Português rebentar (arrabentar no vernáculo local), ou seja, para quebrar. Marrabenta é influenciada pelo moçambicano e Português música popular ocidental e da música popular. Os primeiros artistas marrabenta incluem Fany Pfumo e Dilon Djindji, que iniciou sua carreira em 1939. Ela se tornou popular na década de 1980 com a banda Eyuphuro e Orquestra Marrabenta Star de Moçambique. A banda moçambicana Mabulu mistura rap e marrabenta juntos.

  • INSTRUMENTO MUSICAL

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A mbila chope, um instrumento musical tradicional, foi considerado pela Unesco, em 2005, Patrimônio Imaterial da Humanidade.

A MBILA é um instrumento idiófono. do tipo xilofone, muito conhecido não só em Moçambique, como
em outros Países de África e na Indonésia.

Em Moçabique, temos principalmente dois tipos de xilofones de várias teclas com cabaça: a MBILA dos Chopes e a VALIMBA (ou VARIMBA) dos Senas, que possuem algumas diferenças entre si.

Na MBILA as teclas (Makokoma), feitas de madeira “muhendje”, ficam assentes sobre uma tábua de madeira comprida, sob a qual se colocam as cabaças ou massalas, correspondendo uma a cada tecla. Esta tábua (Ditaho) possui orifícios, através dos quais o som é transmitido à caixa de ressonância. As cabaças ficam seguras por cera de abelha e possuem um outro orifício tapado com membrana de tripa de boi e protegido com um pedaço de cabaça preso à cabaça maior com cera.

Na Valimba as cabaças ficam suspensas com palha e entre as teclas e no esquadril é colocado capim, que serve de almofada.

A MBILA é tocada com duas baquetas que possuem na ponta um anel de borracha. Para formar uma orquestra de Timbila, usam-se vários tipos de MBILA, cada uma com um número variável de teclas.

Na Província de Inhambane a MBILA é bastante conhecida, sendo fabricado nos distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Vilanculos e Homoíne. A Valimba é conhecida nas Províncias de Manica, Sofala e Tete (distritos de Changara, Moatize, Mutarara e Tete).

  • FESTAS POPULARES

Bumba meu boi

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Congada

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Viagem a Timor Leste

por Eron Fossi de Souza Junior, em 10 de setembro de 2008

E.E.E.F.M “Jerônimo Monteiro”

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Habitantes

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Timor-Leste (República Democrática de Timor-Leste) é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor na Ásia, além do enclave de Oecussi, na costa norte da banda ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco ao largo da ponta leste da ilha.Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colônia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois.

Em 30 de Agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas.

Timor-Leste é um território com cerca de 19.000 Km2 e cerca de 700.000 habitantes, que ocupa metade de uma ilha situada entre a Malásia e a Melanésia, 500 Km a norte da Austrália. A população de Timor-Leste é de origem Malaia, Melanésia e Polinésia e, contrariamente ao que acontece com as restantes ilhas do arquipélago indonésio, não teve praticamente contato com o Islão ou com o hinduísmo.Religião: cristianismo 86% (católicos 100%), islamismo e crenças tradicionais 14% (1997).

Densidade: 51,3 hab./km² (2001).Pop. urb.: 7,5% (2000).Fecundidade: 3,85 filhos por mulher. Expectativa de vida M/F: 49,2/50,9 anos. Mortalidade infantil: 121/1000 (2000-2005).Analfabetismo: 40%.

·  Poesia
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Oh! Liberdade!  

Se eu pudesse

pelas frias manhãs

acordar tiritando

fustigado pela ventania

que me abre a cortina do céu

e ver, do cimo dos meus montes,

o quadro roxo

de um perturbado nascer do sol

a leste de Timor

Se eu pudesse

pelos tórridos sóis

cavalgar embevecido

de encontro a mim mesmo

nas serenas planícies do capim

e sentir o cheiro de animais

bebendo das nascentes

que murmurariam no ar

lendas de Timor

Se eu pudesse

pelas tardes de calma

sentir o cansaço

da natureza sensual

espreguiçando-se no seu suor

e ouvir contar as canseiras

sob os risos

das crianças nuas e descalças

de todo o Timor

Se eu pudesse

ao entardecer das ondas

caminhar pela areia

entregue a mim mesmo

no enlevo molhado da brisa

e tocar a imensidão do mar

num sopro da alma

que permita meditar o futuro

da ilha de Timor

 

Se eu pudesse

ao cantar dos grilos

falar para a lua

pelas janelas da noite

e contar-lhe romances do povo

a união inviolável dos corpos

para criar filhos

e ensinar-lhes a crescer e a amar

a Pátria Timor!

(Xanana Gusmão, Mar Meu/My Sea of Timor, Porto, Granito, 1998)

Meninas e Menino

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Todos já vimos

nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão

retratos de meninas e meninos

a defender a liberdade de armas na mão.

Todos já vimos

nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão

retratos de cadáveres de meninos e meninas

que morreram a defender a liberdade de armas na mão.

Todos já vimos!

E então?

(Fernando Sylvan)

·        Instrumentos Musicais

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O babadok é um pequeno tambor de corpo cónico de madeira, com cerca de 30 a 50 centímetros de comprimento e de cerca de 15 centímetros de diâmetro, em geral tocado pelos elementos femininos que o percutem alternadamente com ambas as mãos.O dadir é um círculo de metal de aproximadamente 25 centímetros de diâmetro, que é percutido com uma baqueta de madeira, de altura indefinida e sem possibilidade de afinação. À semelhança do babadok, é também um instrumento tocado pelos elementos femininos.No repertório musical executado surgem também as violas e as flautas de bisel soprano, instrumentos ocidentais introduzidos na performance timorense.

·   Música e dança

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Música e dança interligam-se nos gêneros tradicionais timorenses. Do repertório tocado, constam quatro gêneros bem definidos: tebe, tebedai, dansa e cansaun. Eles se baseiam na tradição oral e foram passando de geração em geração.

O tebe é um gênero tradicionalmente executado em todas as casas de Timor-Leste ao anoitecer, em festas de caráter animista (estilu), durante a época das colheitas ou ainda na abertura de uma casa sagrada (uma lulik). É uma dança em roda ou em meia-lua, composta por uma ou mais melodias, com variações e sem acompanhamento instrumental, executada por elementos femininos e masculinos entrelaçados alternadamente. O círculo ou a meia-lua alarga-se ou concentra-se, enquanto os dançarinos saltam, batendo ritmadamente e entusiasticamente os pés no chão em determinadas sílabas. Trata-se de um gênero que se destina a ser executado como um diálogo entre dois interlocutores (independentemente do sexo),implicando uma estrutura musical do tipo pergunta-resposta.

O tebedai é um gênero exclusivamente rítmico, onde os elementos femininos tocam os babadok e os dadir com ou sem movimentos corporais. É composta geralmente por dois motivos rítmicos, repetidos alternadamente tantas vezes quanto as desejadas. Por vezes, o tebedai feminino é acompanhado pelo bidu masculino, realizado por um ou mais homens, que se movem livremente à frente, ao lado ou atrás das mulheres, erguendo a espada e emitindo gritos guerreiros.

A dansa classifica uma dança em que o movimento coreográfico não é realizado em roda ou meia-lua. A melodia é acompanhada pelas violas dentro dos parâmetros de harmonia tonal, refletindo assim o processo de assimilação da tradição musical ocidental. É um gênero mais recente, que se foi difundindo pelo território e foi sendo adaptado para exprimir, sobretudo atividades do quotidiano, como, por exemplo, a debulha do arroz ou a apanha do camarão. A forma mais difundida de dansa é a likurai, realizada por mulheres para, tradicionalmente, dar as boas-vindas aos homens regressados da guerra. Elas usavam o babadok, um pequeno tambor, e, por vezes, carregavam cabeças de inimigos em procissão através da aldeia. Na sua versão atual, a likurai é usada pelas mulheres no namoro.

O cansaun é uma melodia com acompanhamento instrumental. Esta classificação é atribuída às canções populares executadas em Timor-Leste, já com influências ocidentais, embora possa também designar as canções tradicionais, que não são dançadas. Esta denominação é também aplicada às melodias originais acompanhadas, compostas por timorenses com textos originais em tétum ou português, ou a melodias ocidentais a que foi adaptado um texto em tétum.

Obtido em: http://pt.wikipedia.org

·  Culinária

Pisang Goreng

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Ingredientes:

100 grs de farinha

50 grs de açúcar

1 ovo

260 grs de bananas maduras descascadas

1 dl de leite

óleo para fritar q.b.

Modo de preparar: Cortam-se as bananas no sentido do comprimento.Bate-se o açúcar com o ovo e a farinha.Adiciona-se o leite e mexe-se muito bem até estar um polme grosso e sem grumos.Envolva cada metade da banana no polme.Fritam-se as metades em óleo quente.Sirva ainda quente e polvilhada com canela em pó.

Bebinca de Timor

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Ingredientes:

6 dl de leite de coco

12 ovos

3 colheres de sopa de manteiga

250 grs de açúcar

2,5 dl de água

250 grs de farinha de trigo sem fermento

Modo de preparar: Batem-se muito bem a farinha com as gemas. Leve um tacho ao lume com a água, o açúcar e a manteiga até levantar fervura. Retira-se do lume e adicione o leite de coco. Deixa-se arrefecer. Junte a farinha e as gemas ao preparado de leite, misturando muito bem para ligar. Deita-se uma porção de creme em uma forma redonda bem untada com manteiga e leva-se ao forno com gratinador a cozer. Assim que esteja cozido, deita-se outra camada de creme e assim até acabar o creme. Fica com 5 camadas no total. Depois de cozido retira-se e desenforma-se.Sirva cortado em triângulos.

Sassate

 Ingredientes:

Para o molho de sassate:

  • 12 ou mais dentes de alho
  • 1 cebola média 
  • colheres de sopa de pasta de amendoim ou amendoim torrado e moído
  • 1 chávena de chá de molho de soja (”sutate”)
  • 1 chávena de chá de óleo
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 300 gr de tamarindo vinagre q.b.
  • piripiri q.b.

Modo de preparar:

Molho de sassate:Põe-se o tamarindo de molho em 2 chávenas de água quente.Faz-se um estrugido no óleo, com o alho e cebola muito picadinhos, quase em papa.Quando estiver loirinho, junta-se a pasta de amendoim e deixa-se refogar durante cerca de 2 minutos.Juntam-se todos os outros ingredientes.Fica a apurar cerca de 30 a 40 minutos até fazer um molho espesso e escuro.

Sassate:

O “sassate” típico é feito com carne de cabrito, mas fora de Timor utiliza-se a carne de porco e toucinho entremeado com resultados satisfatórios.
Corta-se a carne em cubos de um centímetro e, utilizando espetos de bambu com cerca de 15 a 20 centímetros de comprimento, fazem-se espetadas com seis ou sete bocados de carne que não deve ser temperada, sendo o molho do “sassate” que lhe vai dar o sabor.
As espetadas de “sassate” vão então a grelhar, sendo pinceladas com o molho anteriormente preparado.

·  Pintura

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  Curiosidades

·  O reconhecimento da importância da mulher na sociedade timorense. É ela que determina a força de uma família. É dela que nascem os herdeiros. É sempre ela que está no centro das negociações entre clãs diferentes; são os seus ascendentes os destinatários dos bens, numa revelação de respeito que, numa sociedade de natureza marcadamente patriarcal , prevalecente na zona de Ramelau Hun, é devido à mulher.

·  Com a constante renovação de atribuição de bens fica assegurado o bem-estar familiar e a sua estabilidade econômica; qualquer um dos pontos acima descritos exemplifica como se contribui para a melhoria econômica e social e para aumento substancial do patrimônio familiar.

·  As cerimônias fúnebres podem ainda conduzir ao conhecimento de familiares circunstancialmente mais afastados ou desconhecidos que, por força da distribuição dos bens recebidos, se aproximarão da família com quem inevitavelmente iniciarão o estabelecimento de novos laços.

·  A concessão de dote aquando do barlake, a reposição e distribuição de bens por ocasião da vida e da morte são uma prática continuada e exigem a obrigatoriedade do seu cumprimento. Todos obedecem, cientes de que darão hoje e receberão amanhã; pedirão agora mas serão depois recompensados.

· A concepção parental timorense de feto san umane alarga e enriquece o conceito de família. Casa a casa, a família alarga-se ao povoado, à região. Passo a passo, os interesses primeiros de uma só casa são agora, pela prática continuada de renovação de laços através do nascimento, do casamento e da morte, os interesses do povo, todo ele parente próximo ou distante da mesma família.

· Como fruto de interesses e hábitos comuns repetidos e observados secularmente de forma organizada e ordenada temos o Costume; com a mesma língua, a mesma cultura, o mesmo passado, a mesma História, a mesma terra, os membros de uma/várias famílias unidos pela construção de um futuro melhor considere-se um só Povo, pertence-se a uma Pátria de uma Nação cuja alma está simbolizada em cada belak de ouro guardado religiosamente na casa sagrada, em cada relíquia de mulher, geradora de novo ser humano, do novo ser timorense do futuro.

·  Costume 

O Barlake

Quando os noivos pretendem casar-se, dá-se início a uma série de rituais antes mesmo de se chegar ao barlake.Primeiramente e antes de tudo, ainda que de forma discreta, as famílias sondam-se mutuamente com o objetivo de conhecer melhor os elementos dos dois lados.Os representantes das duas casas às quais pertencem os nubentes desdobram-se em sucessivas reuniões nas quais se discute, a preceito, tudo quanto diga respeito à saída da jovem mulher de casa dos pais, da sua “uma lisan”.De acordo com o costume tradicional, há uma troca de bens de valor idêntico entre as duas famílias.

A escolha da noiva obedece a regras precisas, com o intuito de garantir que a riqueza se manterá na região, entre dois clãs familiares.A criação de novas relações familiares entre grupos selecionados, consoante a classe social, econômica ou política é, ainda, uma fator a considerar.

Para além dos búfalos, cavalos e cabritos, a família oferece objetos de adorno e, de entre estes, o bem mais precioso, o belak -medalhão timorense em ouro – que simboliza a beleza e o valor da mulher fica religiosamente guardado na uma lisan, a casa de família de onde a noiva vai sair. Em troca, a família do noivo receberá porcos, tais, arroz e objetos de adorno. Isto surge como corolário de uma sucessão de rituais que se seguem aos contactos informais que entretanto se fizeram antes do pedido de casamento . E esse chega em forma de mensagem.

Os mensageiros do noivo e os familiares da casa da noiva reúnem-se e saboreiam em conjunto o bua malus, uma mistura que se masca constituída de cal, areca e betel e representa o lado social do encontro, contribuindo ainda para atenuar o ambiente naturalmente cerimonioso.

Estes encontros rodeiam-se de rigorosa preparação, num nahi biti, (estender a esteira e sentados sobre ela, conversar, negociar…) no qual tomam parte os elementos mais categorizados das duas famílias cujo objetivo é o de negociar as condições do barlake, em linguagem figurada de significado apenas entendível e conhecido pelos mais velhos e mais sábios.

A família da noiva (a quem vamos chamar Maria) denomina-se umane. O noivo (denominado Manuel) e sua família, agora ligados por novos laços familiares, serão os feto san.Da união de Maria e Manuel surge uma nova família, que dá lugar a novo conceito parental, o “feto san umane”.

VIAGEM A PORTUGAL

por Eron Fossi de Souza Junior, em 9 de setembro de 2008

E.E.E.F.M “Jerônimo Monteiro”

Habitantes

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A população portuguesa é composta por 16.4% com idade compreendida entre os 0 e os 14 anos, 66.2% entre os 15 e os 64 anos e 17.4% com mais de 65 anos. A esperança média de vida é de 78.04 anos. Em termos de alfabetização, 93,3% sabem ler e escrever, tendo a taxa de analfabetismo vindo a descer ao longo dos anos. O crescimento populacional situa-se nos 0,305%, nascendo 10,45 por cada mil habitantes e falecendo 10,62 por cada mil habitantes, o que faz com que a população não esteja a ser renovada, contribuindo para este fato a taxa de fertilidade que se nos situa 1,49. Portugal é um dos países com mais baixa taxa de mortalidade infantil (5 por mil) no mundo.

Apesar de Portugal ser um país desenvolvido, ainda existe população sem acesso a água canalizada e eletricidade, embora em número bastante reduzido. O saneamento básico ainda não abrange todo o território, sendo a região do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo onde existe um maior número de população com acesso. Atualmente, ainda existe um grande número de habitações com fossa séptica, apesar de algumas não terem qualquer saneamento. O acesso á saúde é garantido a toda a população, sendo o acesso aos medicamentos garantido a 95 – 100% da população.

Vivem em Portugal perto de 550 mil imigrantes, o que representa aproximadamente 5% da população portuguesa, sendo a maioria oriunda do Brasil (66.700), seguida da Ucrânia (65.800) e de Cabo Verde (64.300), entre outros, tais como Moldávia, Romênia, Guiné-Bissau, Angola, Timor-Leste, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Rússia.

·   Turismo

Aquário Vasco da Gama

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Fundado no século XIX, pelo rei Dom Carlos I, o Aquário Vasco da Gama é um local muito visitado, exercendo um fascínio particular entre os mais pequenos, que frequentemente aí se deslocam em excursões escolares.No interior, reune uma exposição de cerca de 1500 espécies vivas, como é o caso de peixes, tubarões e focas. Por outro lado, apresenta também uma belíssima colecção de animais marinhos embalsamados, incluindo aves e tubarões.As exposições são acompanhadas por explicações científicas muito completas, embora detalhadas e simples. Paralelamente, existe uma exposição dedicada ao fundador do Aquário.

Antigo Paço Arquiepiscopal

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O corpo medieval, que se desenvolve em torno de um pátio rectangular ajardinado, deverá remontar ao século XIV.A este somam-se mais dois corpos, um quinhentista e outro barroco, do século XVIII.De notar o Chafariz dos Castelos, de 1723.Atualmente, o edifício alberga a Reitoria da Universidade do Minho, a Biblioteca Pública e o Arquivo Distrital de Braga.

Aqueduto das Águas Livres

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Classificado como Monumento Nacional, é um dos mais extensos sistemas de abastecimento de água existentes no mundo, alcançando os 58 quilômetros; o seu nome deve-se ao fato de as águas correrem apenas pela força da gravidade, isto é, livremente.Foi em 1571 que Francisco de Holanda propôs ao rei Dom Sebastião a reconstrução de um aqueduto e da antiga barragem romana de Olissipo, para garantir o abastecimento de água à capital, mas foi só no reinado de Dom João V, em pleno século XVIII, que se decidiu avançar com a sua construção, tendo sido os seus custos integralmente suportados pela população de Lisboa através de taxas que incidiam sobre a carne, o azeite e o vinho. As obras começaram sob a direção do arquiteto Manuel da Maia e do sargento-mor Custódio de Vieira, sendo deste último a opção pelos arcos sobre o Vale de Alcântara; vale a pena referir que o Aqueduto das Águas Livres tem o maior arco em alvenaria do mundo.O aqueduto, que ficou concluído em 1834, apesar de ter começado a abastecer de água a cidade de Lisboa a partir de 1748, evidencia influências góticas em pleno período barroco.A galeria interior tem dois corredores que têm o nome de Passeio dos Arcos, pelos quais se podia caminhar e desfrutar de uma vista panorâmica, porém o elevado número de suicídios e assassinatos, pelos quais se tornou célebre o bandido Diogo Alves, levou a que a partir de 1844 fechasse ao público. Atualmente, o Museu da Água, que tutela o aqueduto, organiza visitas e passeios em datas e horas que variam consoante as estações.

Serra da Estrela

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A Serra da Estrela é a maior elevação de Portugal Continental, e a segunda maior em território da República Portuguesa (apenas o Pico, nos Açores, a supera). Tem 1993 metros de altitude e está situada entre os municípios de Seia e da Covilhã.

·   Festas

Páscoa

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A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C.No Minho e em Quilho , Portugal, a Páscoa é celebrada com a passagem do “compasso” que leva uma cruz florida às casas onde é dada a notícia da ressurreição.

Carnaval

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O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo “adeus à carne” ou “carne vale” dando origem ao termo “Carnaval”. Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelos exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

Atualmente o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil é considerado o mais importante do mundo.Em Portugal, existe uma grande tradição carnavalesca, nomeadamente os Carnavais da Ilha da Madeira (donde saíram os imigrantes que haveriam de levar a tradição do Carnaval para o Brasil), Ovar, Podence, Loulé, Sesimbra, Rio Maior, Torres Vedras e Sines, destacando-se o de Torres Vedras, Carnaval de Torres, por possuir o Carnaval mais antigo e dito o mais português de Portugal, que se mantém popular e fiel à tradição rejeitando o samba e outros estrangeirismos… Juntamente com o Carnaval de Canas de Senhorim com perto de 400 anos e tradições únicas como os Pizões, as Paneladas, Queima do Entrudo, Despique entre outras.

  Poesia

Amor é fogo que arde sem se ver 

Amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer

É um não querer mais que bem querer

É solitário andar por entre a gente

É nunca contentar-se de contente

É cuidar que se ganha em se perder

É querer estar preso por vontade

É servir a quem vence, o vencedor

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís de Camões)

Soneto 

Corre, já entre serras escarpadas,

Já sobre largos campos, murmurando.

o Tieté, e, as águas engrossando,

soberbo alaga as margens levantadas.

Penedos, pontes, árvores copada:

quanto topa, de cólera escumando,

com fragor espantoso vai rolando

nos vórtices das ondas empoladas.

Mas quando mais caudal, mais orgulhoso,

as margens rompe, cai precipitado,

atroando ao redor toda a campina.

O próprio retrato é dum poderoso,

pois quanto mais sublime é seu estado

mais estrondosa é a sua ruína.

(Antônio Dinis da Cruz e Silva)

 ·   Culinária

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Cozido à Portuguesa

Ingredientes:

14 xícaras de chá de água

1 colher de sopa de azeite

1kg de repolho picado

500g de acém em pedaços

500g de costela de porco salgada

500g de frango sem pele e osso em pedaços

300g de couve sem o talo lavada e amarrada

300g de presunto cru picado

250g de bacon picadinho

250g de morcela

6 batatas médias

3 cenouras grandes

2 dentes de alho

1 cebola picada

1 orelha salgada

1 paio em pedaços

Sal

Pimenta-do-reino

Modo de preparo:Lave bem as carnes. Leve ao fogo a orelha com a costela, junte 2 xícaras de chá de água e deixe ferver por 5 minutos. Escorra bem. Refogue a cebola e o alho no azeite até dourar e junte o acém, a orelha e costela. Mexa e junte a água restante. Deixe cozinhar por 2 horas. Corte a batata e a cenoura
em pedaços. Corte a morcela em rodelas. adicione o frango, paio, bacon e presunto. Cozinhe por 30 minutos. Junte a morcela e cozinhe por mais 10 minutos. Acrescente todos os ingredientes e cozinhe por 15 minutos. Sirva em seguida.Rendimento:10 porções – Calorias : 815 por porção.

Arroz de Lampreia

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Ingredientes:

Para 4 pessoas

· 1 lampreia

· 2 cebolas

· 2 dl de azeite

· 1 ramo de salsa

· 1 dl de vinho branco

· 1/2 chouriço de carne

· sal

· pimenta

· 400 g de arroz

Modo de preparo: Prepara-se a lampreia e corta-se em »toros» (bocados) e tempera-se com vinho branco, a salsa, sal e pimenta.Faz-se um refogado, pouco puxado, com a cebola e o azeite.Introduz-se a lampreia neste refogado juntamente com o sangue, a salsa e o vinho que serviram para a temperar.Adiciona-se um pouco mais de pimenta e o chouriço cortado às rodelas e deixa-se refogar.Depois, retiram-se os bocados de lampreia e acrescenta-se a calda com água.Esta deve ser em quantidade que perfaça cinco a seis vezes o volume do arroz.Retifica-se o paladar da calda, deixa-se levantar fervura e junta-se o arroz escolhido mas sem ser lavado.Depois do arroz cozido, o que leva cerca de 20 minutos, introduz-se os bocados de lampreia e serve-se o arroz imediatamente.

Almeida Garret pelo escultor Barata Feyo

Escultura

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