E.E.E.F.M “Jerônimo Monteiro”
HISTÓRIA
Moçambique é um país da costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Zâmbia, Malawi e Tanzânia, a leste pelo Canal de Moçambique e pelo Oceano Índico, a sul e oeste pela África do Sul e a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe. No Canal de Moçambique, o país tem vários vizinhos, nomeadamente as Comores, Madagáscar, a possessão francesa de Mayotte e o departamento também francês de Reunião e as suas dependências Juan de Nova, Bassas da Índia e Ilha Europa. Capital: Maputo.
A história de Moçambique encontra-se documentada pelo menos a partir do século X, quando um estudioso viajante árabe, Al-Masudi descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os “Zanj” da “Bilad as Sofala”, que incluía grande parte da costa norte e centro do atual Moçambique.
No entanto, vários achados arqueológicos permitem caracterizar a “pré-história” de Moçambique (antes da escrita) por muitos séculos antes. Provavelmente o evento mais importante dessa pré-história foi a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas introduziram aqui a metalurgia do ferro, entre os séculos I a IV.
Entre os séculos X e XIX existiram no território que atualmente é Moçambique vários estados bantus, o mais conhecido dos quais foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).
A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI, só em 1885 – com a partilha de África pelas potências européias durante a Conferência de Berlim – se transformou numa ocupação militar, ou seja, na submissão total dos estados ali existentes, que levou, nos inícios do século XX a uma verdadeira administração colonial.
Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975.
Para além de membro da União Africana e da Commonwealth, Moçambique é igualmente membro fundador da SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.

Com uma posição estratégica privilegiada no Sul do Continente Africano, uma extensa costa de acesso fácil e terras férteis, Moçambique foi ao longo dos tempos ponto de chegada e de encontro de vários povos e culturas de que se destacam os povos Bantu da Africa Central, árabes, indianos e europeus. São, no entanto, os povos Bantu que, não constituindo uma raça específica mas um conjunto de grupos com uma cultura comum e uma linguagem similar, estão na origem das etnias dominantes, os “Aianas”, os “Macuas”, os “Angones”, os “Nhanjas”, os “Tongas”, os “Bitongas” e os “Muchopes” que se distribuem por esta ordem de Norte para Sul do País. Estes grupos estão ainda divididos por sub-grupos. Além dos descendentes dos grupos Bantu, são de salientar as comunidades Swahilis instaladas em áreas costeiras e responsáveis pela introdução do Islamismo no País, os Indianos e Europeus dispersos por todo o País.
Presentemente, a população moçambicana é da ordem dos 20 milhões de habitantes dos quais cerca de 30% vivem nos principais centros urbanos, de que se destacam: Maputo, Beira e Nampula.
Feijoada

O Ibo é a ilha principal – já foi capital dum sultanato – do arquipélago das Quirimbas, em Moçambique, onde as pessoas são quase 100% muçulmanas e, por isso, a feijoada de lá não leva porco. Então a base da feijoada à moda do Ibo é galinha e camarão.De preferência, o feijão e a galinha devem ser do tipo “cafreal“, ou seja, pequenos e saborosos. No sul de Moçambique, este feijão chama-se “timbauene”; nos Estados Unidos encontra-se um tipo de feijão pequeno, chamado “crowder peas” que se vende congelado.O feijão coze-se primeiro, de preferência com um pedaço de chouriço para lhe dar gosto – mas chouriço de carne de vaca ou carneiro.Entretanto, prepara-se o refogado com os temperos: a cebola não deve ser muito picada, o alho só pisado e tudo isto se frita em muito pouco óleo com tempero de caril (mistura de açafrão indiano, colorau e cominho); podem pôr-se outros temperos, ao gosto. Depois do refogado estar bem cheiroso deita-se a galinha aos pedaços, mexe-se bem para fritar por fora, sem deixar cozinhar e depois tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar. Se for preciso líquido, nunca usar água: ou cerveja ou vinho branco.Quando a galinha estiver quase cozida, deita-se o camarão descascado e o feijão e deixa-se ferver só uns 5 minutos. Então, mistura-se nisto tudo uma lata de leite de coco, deixa-se levantar fervura mexendo sempre, não mais que 5 minutos e está pronta! É melhor quando feita no dia anterior.
Funge

O funge ou pirão é um acompanhamento culinário típico de Angola e de Moçambique. É confeccionado com farinha de milho ou de mandioca.A farinha é cozida e mexida com muita frequência e de forma enérgica , para que se obtenha a consistência certa. A variante feita com milho adquire uma tonalidade amarela, enquanto que a confeccionada com mandioca apresenta uma cor acinzentada, com laivos de castanho. A consistência final assemelha-se, de certa forma, a uma cola, dado o seu carácter pegajoso.É usado como acompanhamento da moamba de galinha.A palavra portuguesa funge é derivada do vocábulo fúngi, pertencente ao idioma Quimbundo.
Caril de caranguejo

Caril de caranguejo é um prato típico da culinária indo-portuguesa de Goa, Damão e Diu, outrora pertencentes ao Estado Português da Índia. É também um prato típico de Moçambique, em virtude da significativa população de origem goesa existente nesse país.Tal como o nome indica, trata-se de um prato de caril preparado com caranguejo, muito abundante na costa de Goa.Para além do caranguejo, os seus ingredientes incluem cebola, tomate, piripiri, alho, cocos inteiros e caril amarelo.
Os cocos são ralados, sendo extraído o seu leite. O caranguejo pode ser usado cortado em pedaços ou desfiado. No primeiro caso, é comum ser consumido à mão, para facilitar a extração da carne. Em ambos os casos, o caranguejo previamente cozido é colocado numa panela a ferver com a maior parte dos ingredientes. Passado algum tempo, é adicionado o leite dos cocos, fervendo o prato durante cerca de 30 minutos para a apurar.É normalmente servido com arroz branco, podendo ser complementado com achares e paparis. Obtido em http://pt.wikipedia.org/wiki

Moçambique sempre se afirmou como pólo cultural com intervenções marcantes, de nível internacional, no campo da arquitetura, pintura, música, literatura e poesia. Nomes como Malangatana, Chichorro, Mia Couto e José Craveirinha entre outros, já há muito ultrapassaram as fronteiras nacionais.
Importante também e representativo do espírito artístico e criativo do povo moçambicano é o artesanato que se manifesta em várias áreas, destacando-se as esculturas dos Macondes do Norte de Moçambique.
Também na área do desporto se tem destacado em várias modalidades, a Lurdes Mutola no atletismo.

Moçambique é rico em fauna e flora, terrestres e marítimas. A orografia e o clima determinam três tipos de vegetação: floresta densa nas terras altas do Norte e Centro do País, floresta aberta e savana no Sul e, na zona costeira, os mangais.Estes ecossistemas constituem o habitat de espécies selvagens como elefantes, leões, leopardos, chitas, hipopótamos, antílopes, tartarugas e grande número de aves.A esta riqueza associam-se belas paisagens, quer nas zonas altas, quer nas zonas costeiras.Para possibilitar aos visitantes uma vivência com esta riqueza, em grande parte afectada pela guerra, estão em recuperação parques, como o de Gorongosa que foi um dos melhores de África, reservas especiais de que se destacam a de Maputo, rica em elefantes, e a de Marromeu na foz do Zambeze onde predomina o búfalo, e reservas parciais como a de Gilé e a de Niassa respectivamente a nordeste de Quelimane e nas margens de rio Rovuma.
Miradouro
Entre a rampa e o caracol da barreira,
o picadeiro ideal para o exibicionismo
laurentino, ao fim da tarde, passeio raso,
sobranceiro à baía e à Catembe.
Enquanto a malta ia e vinha, até ser Marrocos.
Pavoneavam-se as meninas e nós,
idem, flexionando peito e músculo,
miradas discretas
em redor. Rotina
diária, sempre cumprida sem atropelos.
Mesmo com a ruidosa chegada do Cagalhim,
a cavalo na sua desconjuntada carrinha Ford,
a tossir e a resfolegar, cansada das correrias
da véspera. Presumido herói, o Cagalhim
era só o bobo daquela festa. Caçador furtivo
e noturno, sua maior aventura -
rezava a lenda – fora a de ter enfrentado,
sob o holofote, um cocone que, falhado o tiro,
o terá colhido, arrancando-lhe da cara os óculos.
De borco, espezinhado, dizem que o Cagalhim,
faca em punho, o teria capado. Pior ainda,
que vexado, o boi-cavalo, envergando os óculos
do caçarreta, até hoje percorre os matos
em busca dos testículos perdidos. Entretanto,
no Miradouro, para gáudio do pessoal,
o Cagalhim exibe, com alarido, os que não tem.
(Rui Knopfli)
O dia que invejei meu presidente

Tenho prosa
publicada
em livro,
não tenho
poesia!
Mas sou poeta
desde
a primeira
hora,
sinto isso.
Se me perguntassem
o que gostaria
de ser
em Novembro?
Sem consultar
Wycliffe Jean
responderia
Presidente
de Moçambique,
só pra viver
o parto
de meus versos
em livro.
(Domi Chirongo)
MÚSICA
A música tradicional tem características bantu e influência árabe principalmente na zona norte e, como tal, é normalmente criada para acompanhar cerimônias sociais, principalmente na forma de dança.
A música comercial tem raízes na música tradicional, mas muitas vezes usando ritmos e tecnologias importadas de outras culturas. Um dos tipos de música comercial mais conhecido é a marrabenta, originária do sul do país, que não é apenas música de dança, mas tem frequentemente uma letra com grande conteúdo social.
Marrabenta foi desenvolvida em Maputo, a capital de Moçambique, anteriormente Laurenco Marques. O nome foi derivado do Português rebentar (arrabentar no vernáculo local), ou seja, para quebrar. Marrabenta é influenciada pelo moçambicano e Português música popular ocidental e da música popular. Os primeiros artistas marrabenta incluem Fany Pfumo e Dilon Djindji, que iniciou sua carreira em 1939. Ela se tornou popular na década de 1980 com a banda Eyuphuro e Orquestra Marrabenta Star de Moçambique. A banda moçambicana Mabulu mistura rap e marrabenta juntos.

A mbila chope, um instrumento musical tradicional, foi considerado pela Unesco, em 2005, Patrimônio Imaterial da Humanidade.
A MBILA é um instrumento idiófono. do tipo xilofone, muito conhecido não só em Moçambique, como
em outros Países de África e na Indonésia.
Em Moçabique, temos principalmente dois tipos de xilofones de várias teclas com cabaça: a MBILA dos Chopes e a VALIMBA (ou VARIMBA) dos Senas, que possuem algumas diferenças entre si.
Na MBILA as teclas (Makokoma), feitas de madeira “muhendje”, ficam assentes sobre uma tábua de madeira comprida, sob a qual se colocam as cabaças ou massalas, correspondendo uma a cada tecla. Esta tábua (Ditaho) possui orifícios, através dos quais o som é transmitido à caixa de ressonância. As cabaças ficam seguras por cera de abelha e possuem um outro orifício tapado com membrana de tripa de boi e protegido com um pedaço de cabaça preso à cabaça maior com cera.
Na Valimba as cabaças ficam suspensas com palha e entre as teclas e no esquadril é colocado capim, que serve de almofada.
A MBILA é tocada com duas baquetas que possuem na ponta um anel de borracha. Para formar uma orquestra de Timbila, usam-se vários tipos de MBILA, cada uma com um número variável de teclas.
Na Província de Inhambane a MBILA é bastante conhecida, sendo fabricado nos distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Vilanculos e Homoíne. A Valimba é conhecida nas Províncias de Manica, Sofala e Tete (distritos de Changara, Moatize, Mutarara e Tete).
Bumba meu boi



Congada


